O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos sofreu um “atrapalho geral” nos últimos anos e aconselhou as entidades sindicais a buscarem um entendimento com o governo sem recorrer a ameaças ou grosserias.
“A RGA é de 2020, 2021. Tudo bem, tivemos a pandemia, então houve um atrapalho geral. Mas eu entendo que agora as associações e federações estão se organizando para saber o que pedir”, disse.
O conselheiro comparou a situação a um princípio básico do direito.
“Na minha primeira aula na faculdade, o professor disse que a primeira coisa que um advogado deve saber fazer é a petição inicial. Se você não souber explicar corretamente o que está pedindo, o juiz não tem como entender. O mesmo vale aqui: os servidores precisam apresentar uma reivindicação clara e bem estruturada”, relatou.
Sérgio Ricardo reforçou que, na sua visão, as demandas dos servidores são legítimas e que o Estado tem condições de atendê-las.
“Não tenho dúvida nenhuma de que não haverá dificuldades para o governo atual atender, porque são reivindicações justas, de lei e de direito. E conto muito com a sensibilidade do governador, que já demonstrou isso”, afirmou.
Ele ainda aconselhou as entidades representativas a priorizarem o diálogo em vez do confronto.
“Vamos buscar acordo, sem ameaça de greve, sem ameaça de paralisação, sem palavras indevidas, sem palavras grosseiras, sem ofensas. Vamos sentar todo mundo numa mesa e conversar”, disse.
(Olhar Direto)