Durante discurso neste domingo (31), o Papa Francisco saiu do texto previsto e afirmou que pessoas são mais importantes do que a economia, em um momento em que países decidem como vão retomar atividades após as restrições adotadas para tentar evitar a dissminação do novo coronavírus.
“Curar as pessoas, não poupar (dinheiro) para ajudar a economia (é importante), curar as pessoas, que são mais importantes do que a economia”, disse o Papa.
A fala do pontífice foi a primeira em três meses feita de sua janela para a Praça de São Pedro, no Vaticano, conforme o isolamento da Itália chega ao fim.
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Papa dá benção da janela neste domingo (31) no Vaticano — Foto: Alessandra Tarantino/AP
“Nós, pessoas, somos templos do Espírito Santo, a economia não”, completou.
As palavras do Papa foram recebidos com aplausos de centenas de pessoas na praça, muitas usando máscaras e mantendo vários metros de distância umas das outras. A praça havia sido reaberta ao público no domingo passado (24). Normalmente, dezenas de milhares de pessoas vão à praça aos domingos.

Papa Francisco retoma Oração do Angelus na janela diante da Praça de São Pedro
A última vez que o Papa se dirigu aos fiéis da janela na Praça de São Pedro foi no dia 1º de março, antes de a Itália impor a quarentena. As últimas restrições terão fim na quarta-feira (3), segundo a Reuters. Mais de 33 mil pessoas morreram em território italiano por causa da Covid-19, terceiro maior número do mundo até este domingo (31).
Indígenas da Amazônia
O Papa também manifestou preocupação com os povos indígenas da Amazônia. Ele relembrou o sínodo da Amazônia, em outubro do ano passado, enquanto pedia aos fiéis que “invoquem o Espírito Santo de forma que Ele possa dar luz e força à Igreja e à sociedade na região amazônica, extremamente afligidas pela pandemia de Covid-19”.
O pontífice rezou por “aqueles mais pobres e aqueles que não têm defesas” na Amazônia e em outras regiões do mundo. “E eu rogo para que não lhes falte cuidado em saúde”, disse Francisco.
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14 de maio: membros da comunidade indígena Parque das Tribos choram ao lado do caixão do chefe Messias, que morreu vítima da Covid-19 em Manaus. — Foto: Michael Dantas/AFP