A procuradoria do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de São Paulo vai denunciar dirigentes e jogadores do São Paulo que foram citados na súmula do clássico contra o Palmeiras, domingo, por ofenderem a equipe de arbitragem após a partida.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira, mas os procuradores ainda analisam em quais artigos os são-paulinos serão denunciados. Eles também estão avaliando a possibilidade de denunciar jogadores que não foram citados, caso de Calleri, que aparece em vídeos na confusão.

A súmula cita o presidente Julio Casares, o diretor Carlos Belmonte e o adjunto Fernando Bracalle Ambrogi, além dos jogadores Rafinha e Wellington Rato, que estão lesionados e estavam no estádio para ver a partida.

No documento, o árbitro Matheus Delgado Candançan relata uma série de xingamentos feitos nos vestiários, após a partida.

Belmonte ainda pode ser denunciado pelas ofensas ao técnico Abel Ferreira, a quem chamou de “português de merda”.

Nesse caso, o dirigente tricolor também correr o risco de enfrentar o treinador num tribunal comum, já que o Palmeiras avalia “medidas judiciais” contra Belmonte, segundo nota publicada nesta segunda-feira.

Segundo avaliação interna do São Paulo, Belmonte usou a nacionalidade de Abel para identificá-lo, não para ofendê-lo, o que, nesse caso, não configuraria xenofobia. Procurado, o clube não quis se manifestar uma vez que o Palmeiras estuda levar o caso à Justiça.

A confusão se deu após a partida no Morumbis, domingo, em que Candançan foi criticado pelos donos da casa por marcações durante a partida. Os são-paulinos cobravam a expulsão de Richard Ríos por falta em Pablo Maia, a marcação de um pênalti a favor do Palmeiras e a não marcação de outro pênalti, esse para o próprio time, em Luciano. O jogo acabou 1 a 1.

As denúncias devem ser entregues ainda nesta semana, o que pode fazer com o que o São Paulo fique desfalcado na fase de mata-mata do Paulista, caso o time se classifique. (GE)