O delegado Geordan Fontenelle titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo, alvo da Operação Diaphthora, que investiga crimes de corrupção passiva e associação criminosa, ostenta vida de luxo nas redes sociais. No Instagram, ele compartilha diversas fotos em destinos exuberantes. – Veja no final da matéria –

Nas redes sociais, Geordan é visto curtindo o ‘melhor bar do Egito’, segundo a legenda da imagem. Na foto, ele está fumando narguilé em um ‘look’ despojado. Em outra publicação, o delegado aparece visitando as pirâmides de Gizé, também no país egípcio.

Mudando de continente, Fontenelle também mostrou aos seus seguidores sua ida ao Estados Unidos. Em uma foto, ele posa em frente ao icônico monumento do Universal Studios, em Los Angeles, na California. Ele também aproveita a visita a ‘Cidade dos Anjos’ para conhecer os letreiros de Hollywood.

Em uma outra postagem, ele curte o inverno californiano e afirma que irá ‘voltar para casa com as baterias recarregadas’. Ainda nos Estados Unidos, Geordan é visto nos paredões do Grand Canion, no Arizona, um dos principais pontos turísticos do país.

“Grand Canyon, definitivamente um dos lugares mais lindos que já visitei!”, escreveu na legenda.

A ação policial foi deflagrada nesta quarta-feira (17) pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e investiga o envolvimento do delegado, policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Entre os crimes praticados pela associação criminosa foi demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial. Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil afirmou que a operação demonstra o caráter republicano em garantir a integridade pública da instituição, ao investigar e responsabilizar as autoridades policiais envolvidas em ilicitudes.

(HNT)