A cultura viking continua encantando o mundo a cada nova descoberta. É o caso de dois achados recentes que empolgaram historiadores e arqueólogos na Suécia: um bracelete raro de mil anos e um colar de ouro de 2 mil anos.

Bracelete raro

O bracelete foi escavado perto de um pântano em Löt, na ilha de Öland. O artefato de mil anos chamou a atenção por ser feito de ferro, um material raramente usado em peças do tipo. De acordo com o Conselho Administrativo do Condado de Kalmar, há somente outros três braceletes de ferro na coleção do Museu Histórico Estadual.

O objeto tem inscrições de cabeças de animais em ambos os lados, bem como fileiras de pontos detalhados ao longo de seu comprimento. A peça está bem conservada: acredita-se que seja porque o pântano é um ambiente com pouco oxigênio, o que previne a corrosão.

O local pode ter sido ponto de sacrifícios, sugerindo que outros artefatos como esse possam ser encontrados na área. O conselho planeja fazer uma varredura com detectores de metal na primavera para explorar a região e determinar se o bracelete foi perdido ou faz parte de uma oferenda aos deuses.

Colar de ouro

Já o colar de ouro de 2 mil anos foi encontrado durante uma escavação em Trollhättan, no Condado de Västra Götaland. A joia feita com metal precioso, adornada com fios e anéis de ouro, foi descoberta a dois metros de profundidades.

Segundo Niklas Ytterberg, especialista do condado, trata-se de um achado raro, visto que peças do tipo eram utilizadas pelos indivíduos mais poderosos da época.

Com 23,5 centímetros de comprimento, o colar pesa quase um quilo. Diferente dos artefatos encontrados na região, que costumam ser de bronze sólido, estima-se que o objeto tenha sido produzido domesticamente na Escandinávia, revelando o trabalho artesanal único da época.

Estima-se que o colar encontrado tenha 2 mil anos e pese um quilo — Foto: länsstyrelsen Västra Götaland
Estima-se que o colar encontrado tenha 2 mil anos e pese um quilo — Foto: länsstyrelsen Västra Götaland

Patrimônio histórico

Ambas as descobertas destacam a rica herança arqueológica da Suécia e a importância da preservar esses artefatos para futuras gerações. O Conselho Administrativo do Condado planeja apresentar esses objetos para o Conselho Nacional de Patrimônio, que determinará os próximos passos, incluindo medidas de conservação e possíveis recompensas para que as descobriu.

 

(Por Redação Galileu)