Com 15.331 casos prováveis de chikungunya, Mato Grosso concentra quase a metade dos números registrados da doença em todo o Brasil neste ano de 2025. Em âmbito nacional, conforme painel epidemiológico do Ministério da Saúde, foram contabilizados 30.953 casos prováveis da contaminação pelo vírus.

Quanto à quantidade de mortes em decorrência dos efeitos da doença, só nos dois primeiros meses do anos 16 pessoas morreram em Mato Grosso 16. O número de óbitos registrados no Estado corresponde a 84% do quadro de mortalidade nacional, que contabiliza um total de 19 mortes por complicações em quadros de infecções pela arbovirose.

Atualizados recentemente, tanto o painel disponibilizado pelo Ministério da Saúde, como o da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT), ascendem um alerta para a explosão de casos da doença no estado, na contramão de demais unidades federativas do país que conseguiram estabilizar os índices de contaminação.

Desde o começo do ano os boletins epidemiológicos já demonstraram altos indícios de contaminação, hospitais públicos e privados enfrentam altos índices de internações em consequência da doença. Tanto que Cuiabá e Várzea Grande chegaram a decretar estado de emergência dado o surto de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e devem utilizar fumacê para conter a proliferação dos mosquitos.

Dentre as cidades com maior eminência dos prováveis registros da doença estão: Rondonópolis com 4.452, Cuiabá que contabilizou 2.596, Várzea Grande com 1.724, Sinop 1.271 e Cáceres com 851.

Em todo o ano passado o estado registrou 21 mortes por chikungunya, valor que corresponde a 76% dos números de mortes registradas apenas nos primeiros dois meses de 2025, que já chegam a 16 óbitos confirmados, enquanto 12 ainda estão sendo investigados. No contexto nacional neste ano, estão confirmados 19 óbitos, 33 ainda estão sob análise.

(Leiagora)