Cuiabá - MT | Domingo, 13 de Junho de 2021

Várzea Grande completa 154 anos

Várzea Grande completa 154 anos

Apesar da expansão urbana registrada nos últimos anos, Várzea Grande ainda enfrenta desafios com os problemas de saneamento básico. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que 69,9% da população do município não possui acesso a esgoto, o que corresponde a cerca de 200 mil pessoas. Outras 6,9 mil (2,4%) não tem acesso a água.

 

Das 20 piores cidades no ranking do saneamento do Brasil, Várzea Grande está em 10° lugar na colocação de 2021.

De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), Várzea Grande tem o pior investimento da arrecadação no saneamento. Nos últimos 5 anos, é o único município brasileiro que não investiu na arrecadação.

O município coleta 9.460,00 por cada mil metros quadrados de esgoto. Desses, apenas 6.046,70 são tratados.

História da cidade
Pela proximidade com a capital, Várzea Grande possui cultura e costumes semelhantes e também nasceu da exploração do ouro, no século XVII.

A área onde atualmente é a ‘Cidade Industrial’, foi doada aos índios Guanás em 1832, por ato do Governo imperial, segundo consta no livro ‘Várzea Grande: História e Tradição’, do historiador e professor José Wilson Tavares.

Com o fim dos conflitos da Guerra do Paraguai, que durou seis anos – entre dezembro de 1864 e 1870 -, pessoas de várias partes, especialmente de Nossa Senhora do Livramento fixaram residência no pequeno povoado em ascensão. Surgiram então os primeiros comerciantes, aumentando o pequeno núcleo populacional.

Marcando a sua estratégia de posição de passagem e caminho que leva ao interior da província, em 1874, inaugura-se a primeira balsa, e iniciando à travessia entre Cuiabá e Várzea Grande, o que permitiu transportes de volumes e mercadorias daquele entreposto comercial para a capital.

A vocação industrial ganhou notável impulso. Inúmeras doações de áreas, incentivos fiscais de toda natureza, infraestrutura adequada permitiram a atração de grandes grupos financeiros.

Disseminou-se a industrialização, a Alameda Júlio Müller, antigo caminho de pescadores, ganhou ares de distrito industrial, instalou-se ali a empresa Sadia Oeste, grande geradora de divisas e empregos.

Nas proximidades cresceu o grande bairro Cristo Rei, o maior de Várzea Grande e celeiro da mão-de-obra local. A explosão da industrialização, ocorrida em quase todos os quadrantes do município estimulou o comércio, que ferve em toda a extensão da Avenida Couto Magalhães.