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Inserido em: 30/06/2020  18:15:12


Live reforça canais de atendimento e denúncias durante pandemia



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O debate virtual com transmissão ao vivo pelo Instagram sobre o tema “Covid-19 e Violência Doméstica: Mulheres são duplamente atingidas” reuniu as promotoras de Justiça Lais Glauce Antonio dos Santos (Cuiabá) e Ludmilla Evelin de Faria S. Cardoso (Paranatinga), na tarde desta terça-feira (30). Elas abordaram os tipos de violência contra a mulher, o aumento dos casos durante a pandemia do Novo Coronavírus, os canais de denúncias e como fazê-las em tempos de quarentena, e destacaram projetos e iniciativas de atendimento e acolhimentos às vítimas. Essa foi a quarta live do projeto “MP e Você”, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).    

As duas promotoras colocaram a Ouvidoria o MPMT à disposição da população mato-grossense para possíveis denúncias de violência doméstica contra a mulher. Reforçaram que a comunicação pode ser feita pela vítima ou não, de maneira sigilosa, seja pela internet ou pelo telefone (conheça dos canais aqui). Elas reforçaram que mesmo diante do cenário de distanciamento social, a Patrulha Maria da Penha continua trabalhando, a Casa de Amparo em Cuiabá permanece aberta e disponível, as delegacias estão funcionando e o MPMT e o Judiciário atuando normalmente. 

Lais Glauce Antonio dos Santos explicou que a escolha do tema da live se deve ao fato de a mulher estar mais suscetível à violência doméstica pela proximidade com o agressor na quarentena e não conseguir buscar ajuda por estar em casa. “Os números indicam que a violência doméstica vem aumentando em períodos de isolamento. E existe uma preocupação, não só do Ministério Público, mas de todos os atores envolvidos no combate à violência doméstica, no sentido de levar a essa possível vítima informação de como pedir ajuda, onde, qual o amparo que ela vai ter, como será a vida dela se registrar uma ocorrência, qual suporte ela terá”, disse, acrescentando o empenho do MPMT em levar conhecimento constantemente à população. 

“É a informação que vai empoderar as nossas mulheres”, afirmou, lembrando que a violência doméstica não se resume à agressão física, pois pode se configurar como psicológica, moral, patrimonial e sexual. Para Lais Glauce dos Santos, o aumento no registro de casos de violência decorre do conhecimento adquirido pelas mulheres e pela sociedade em geral. A promotora enfatizou ainda que as medidas protetivas devem ser solicitadas e continuam sendo deferidas durante a pandemia, que o boletim de ocorrência é registrado online na Delegacia da Mulher em Cuiabá e divulgou a Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que pode ser contatada pelo número (61) 3315-9476. 

A promotora de Justiça Ludmilla Evelin Cardoso ponderou que as vítimas estão cada vez mais adquirindo consciência sobre a importância da denúncia e que a sociedade precisa entender que essa mulher necessita de acolhimento e de apoio. Ela divulgou um perfil do Instagram do qual faz parte como voluntária, o Projeto Justiceiras (@justiceirasoficial), que oferece apoio jurídico, psicológico e assistencial para mulheres vítimas de violência doméstica. “A tecnologia hoje permite que o atendimento às vítimas possa ser feito por videoconferência”, enalteceu, citando também diversos projetos desenvolvidos no interior de Mato Grosso. 

Por último, a promotora comentou sobre a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica, lançada este mês pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A campanha visa ajudar mulheres em situação de violência a pedirem ajuda nas farmácias do país. Ao fazer um “X” vermelho na palma da mão, a vítima sinaliza que está em situação de violência e recebe auxílio do atendente.
 

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