CUIABANO NEWS
Home Política Economia & Agro Cotidiano & Polícia Esportes Variedades Opinião & Artigos Vida & Estilo MT
Inserido em: 26/03/2020  08:40:58


O que muda em um ano no esporte? Menos da metade dos atletas se mantém no topo



teddy.jpg

Teddy Rinner, França, campeão judô — Foto: REUTERS/Murad Sezer

O adiamento das Olimpíadas de Tóquio, provavelmente para a metade de 2021, pode mudar drasticamente os resultados dos Jogos. Os melhores do planeta na atualidade são diferentes dos que serão hegemônicos no ano que vem, isso independente dos danos causados na preparação dos atletas por conta do novo coronavírus.

Menos de 40% dos campeões mundiais de suas respectivas modalidades em 2015 foram medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016. Isso mostra que, por diversos motivos, a maioria dos atletas dominantes em suas respectivas categorias em um ano, já não são mais os melhores do planeta do ano seguinte.

Muito se fala de um ciclo olímpico de cada atleta, que dura quatro anos. Mas, cada ano é um mini-ciclo. Férias, intensidade nos treinos, pico de rendimento, desaceleração e férias de novo. Assim, resultados e nível dos atletas mudam muito de um ano para o outro, dependendo de diversos fatores ocorridos em 365 dias.

Em 2019, por exemplo, ninguém poderia acreditar em uma derrota do judoca Teddy Riner, que ficou sem perder por quase dez anos. Ele, porém, perdeu uma luta em fevereiro deste ano, no Grand Slam de Paris, na França. Uma hipotética Olimpíada em 2019, ele seria imbatível. Um ano depois, já está claro que não é mais dominante.

Seguindo no judô, apenas três campeões mundiais de 2018 repetiram a dose no ano seguinte. E, na modalidade, são 14 categorias disputadas. Ou seja, menos de 20% foram bicampeões.
Nathalie Moellhausen  — Foto: Wander Roberto/COB

Nathalie Moellhausen — Foto: Wander Roberto/COB

A categoria espada da esgrima, em que a brasileira Nathalie Moellhausen é a atual campeã mundial, é outro exemplo que, a cada ano, tudo muda no esporte. Tivemos Campeonatos Mundiais em 2017, 2018 e 2019, e nenhuma das atletas conseguiu repetir o pódio. Quem estava melhor em um ano, não conseguiu manter-se entre as três melhores na temporada seguinte.

Até 2019, a brasileira Letícia Bufoni era um dos grandes nomes, se não o maior, da categoria street do skate feminino. Liderava o ranking mundial e alcançava o pódio em praticamente todas as competições. Nos últimos meses, rodeada de lesões, não conseguiu manter o nível e viu a compatriota Pamela Rosa ser dominante. Agora, é Pamela que é campeã mundial e líder do ranking, enquanto Letícia está ameaçada até mesmo de não conseguir uma vaga nas Olimpíadas.

Letícia Bufoni; Skate; Olimpíadas — Foto: Steven Lippman/Red Bull

Letícia Bufoni; Skate; Olimpíadas — Foto: Steven Lippman/Red Bull

Claro que há algumas exceções, mas são em números bem menores. Ninguém duvida que a americana Simone Biles, campeã mundial em 2018 e 2019, mantenha-se como favorita ao ouro, seja com os Jogos em 2020, seja com o evento em 2021. O mesmo se aplica ao time de nado sincronizado da Rússia, a canoísta Lisa Carrington (heptacampeã mundial) ou o ciclista Nino Schurter, dono de cinco títulos mundiais.

Simone Biles final solo Mundial de Ginástica — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

Simone Biles final solo Mundial de Ginástica — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

(Globo Esporte)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

+A -A
scroll to top