Cuiabá - MT | Segunda-Feira, 27 de Setembro de 2021

Advogado anexa por engano “contrato de submissão sexual” em processo

Advogado anexa por engano “contrato de submissão sexual” em processo

Um advogado de Mato Grosso anexou por engano um ‘contrato de submissão’ a uma ação de danos morais contra uma seguradora. Em meio ao documento, eis o contrato em que as partes são citadas como “dominador” e “submissa”. Uma das partes é o próprio advogado e outra, uma mulher.

O propósito do contrato, como consta nos termos fundamentais, “é permitir à submissa explorar de maneira segura sua sensualidade e seus limites, respeitando e considerando devidamente suas necessidades, seus limites e seu bem-estar”. O contrato tem data de outubro de 2019.

Outra cláusula diz que “o dominador aceita a submissa como propriedade sua, para controlar, dominar e disciplinar durante a vigência (do contrato), pode usar o corpo dela a qualquer momento durante as horas designadas, ou em quaisquer horas extras acordadas, da maneira que julgar apropriada, sexualmente ou de outra maneira qualquer”.

Além disso, o contrato prevê que “o dominador pode açoitar, espancar, chicotear ou castigar fisicamente a submissa como julgar apropriado, para fins de disciplina, para seu prazer pessoal, ou por qualquer outra razão, a qual não é obrigado a explicar”.

Cláusula diz que dominador pode açoitar e espancar a submissa — Foto: Reprodução

O contrato foi inspirado no filme americano Cinquenta Tons de Cinza, que é baseado no livro da autora E.L. James, o advogado estabelece um acordo com a cliente e propõe normas para a relação entre “submissa” e “dominador”.

“A submissa sempre se conduzirá de maneira respeitosa para com o dominador e só se dirigirá a ele como senhor, Sr. Grey, ou outra forma de tratamento que o Dominador indicar”, diz um dos artigos, em referência ao nome do protagonista do romance.