Cuiabá - MT | Terca-Feira, 28 de Setembro de 2021

O nome do milagre

O nome do milagre

Os Estados Unidos (USDA) vem ao Brasil para aprender como foi produzido o milagre de produzir quase 250 milhões de toneladas de grãos por ano.

Nessa mágica, de 1980 a hoje, a produção de arroz aumentou 43%, mas a área plantada caiu 70%! Os agricultores brasileiros produzem hoje 582% a mais de algodão; 274% mais feijão; 257% mais trigo por hectare do que em 1980.

Por causa da mecanização do campo, dos fertilizantes, defensivos agrícolas e espécies selecionadas, produzimos mais em menos espaço. Estamos nos tornando campeões mundiais da soja, ocupando apenas 4% do território nacional.

A terra brasileira já alimenta um bilhão de pessoas no mundo. E algum produto brasileiro está presente em um em cada quatro pratos de comida no planeta.

Na verdade, não há milagre. Há o poder da vontade, da imaginação, a crença no país, o sacrifício e a coragem de vencer o medo e as facilidades da vida.

O campo, hoje, está mais moderno que a cidade. E a pesquisa permitiu esse crescimento sem abrir mão do fato de que o Brasil é o país que mais preserva suas terras nativas.

Só falta desenhar isso para aqueles que fazem o papel de agentes de nossos concorrentes mundiais em produção agropecuária. São massa de manobra, embora gostem de acusar outros de entreguistas. O campo está sustentando nossas mesas e nossas contas externas. E o nome desse milagre é suor.

*ALEXANDRE GARCIA é jornalista e palestrante, em Brasília (DF)

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