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Empresário cita participação de deputados em esquema de empréstimos fraudulentos



Inserido em: 30/11/2019 12:34:22

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Ex-deputado Dilceu Dal'Bosco e o atual deputado federal Juarez Costa (MDB) seriam parte do esquema, no Bic Banco

O empresário Ulisses Viganó, dono da empresa Consop Construções, em depoimento no Ministério Público Federal (MPF), afirmou ter criado um verdadeiro esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas com empréstimos fraudados dentro da agência do extinto Bic Banco, em Cuiabá.

Ulisses Viganó revelou ao MPF que  o esquema foi feito a pedido de deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do ex-secretário da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Eder Moraes. O processo é oriundo da Operação Ararath que investiga crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro em Mato Grosso e é baseado na delação premiada do ex-superintendente da instituição financeira (BIC Banco), Luiz Carlos Cuzziol. Conforme os autos, a Consnop Construções contraiu empréstimos que totalizam R$ 4,3 milhões.

Em depoimento, Ulisses Viganó, citou o nome do ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco (DEM), e do atual deputado federal e ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa (MDB), como favorecidos no esquema que, segundo a denúncia oferecida ao Ministério Público Federal, envolve 14 pessoas.

“Eu tinha uma empresa em Sinop que não fazia obras pública, aí e fui procurado pelo deputado Dilceu Dal Bosco e pelo Junior Leite (…) e me disseram o seguinte, você quer fazer obra no governo, a condição é esta você pega, vai lá no BIC, abre um cadastro lá, troca uma carta que nós garantimos obras para vocês. Eu fui lá, me apresentei com o Luiz [Carlos Cuzziol], na época era superintendente, eles pegaram uma carta, que essa carta eu não tinha nem um contrato com o Governo, me deram uma carta assinada pelo Vilceu, o Bic Banco trocou e eu repassei o dinheiro para eles, e aí começou as obras”, diz trecho do depoimento do empresário.

“Foram várias pessoas, eu peguei empréstimos orientados pelo Ságuas Moraes, da Seduc, pelo falecido Vilceu Marchetti, da Sinfra, o secretário dele na época, Ezequiel de Lara, para deputados. Eles argumentavam que precisavam de dinheiro lá para campanhas, eles chegavam lá com a carta, o Dilceu Dal Bosco, o ex-prefeito de Sinop Juarez Costa, para vários deputados foi feito a pedido do governo, o governador Silval Barbosa na época era vice do Blairo. Tinha secretarias que eu pegava cartas em que eu nem tinha contrato com o governo”, revelou o empreiteiro.

Paulo Prado é citado

O ex-procurador-geral de Justiça de Mato Grosso,  Paulo Roberto Jorge Prado, seria um dos fornecedores das cartas que autorizariam os empréstimos junto ao Bic Banco, em Cuiabá.

A denúncia é do empresário Ulisses Vigano Júnior, em depoimento para procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Vigano seria um dois lideres da organização que integrou o ‘esquema’ de lavagem de dinheiro, através de operações ilícitas de empréstimos bancários envolvendo empresas, bancos e o governo de Mato Grosso.

“Eu tinha uma empresa em Sinop que não fazia obras públicas, e aí fui procurado pelo deputado Dilceu Dal Bosco e pelo Junior Leite (…) e me disseram o seguinte, você quer fazer obra no governo, a condição é esta você pega, vai lá no BIC, abre um cadastro lá, troca uma carta que nós garantimos obras para vocês. Eu fui lá, me apresentei com o Luis, na época era Superintendente, eles pegaram uma carta, que essa carta eu não tinha nem um contrato com o Governo, me deram uma carta assinada pelo Vilceu, o Bic Banco trocou e eu repassei o dinheiro para eles, e ai começou as obras (…) quando eu precisava para o uso da empresa, eu fazia desconto com o uso da empresa, inclusive tenho cartas lá até do Dr. Prado, que é procurador do Ministério Público, todos os Órgão faziam este tipo de Carta, só que as cartas que eram para uso político (…) todas as empresas pegavam cartas frias, levavam a carta lá no BIC, pegavam o dinheiro, no meu caso eu transferia a maior parte pelo Brasil (…) sacava e era distribuído (…) era assim a condição para pegar a obra no Governo Maggi e no Governo do Silval (…)”, diz parte do trecho do depoimento do empresário.

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