Expediente | Quem Somos         
   Sexta-Feira, 16 de Abril de 2021   

CUIABANO NEWS
Home Política Economia & Agro Cotidiano & Polícia Esportes Variedades Opinião & Artigos Vida & Estilo MT
Inserido em: 14/11/2019  07:06:16


Mundo novo, novo mundo


*ONOFRE RIBEIRO

Onofre-Ribeiro-da-Silva-Jornalsita-Articulista.jpg

Em todas as regiões do mundo estão acontecendo fenômenos sociais estranhos. Vamos citar os de Hong Kong lá no extremo Oriente. Mas passam pela Europa, exemplo a França na luta com os seus coletes amarelos. Não há país no mundo onde o estopim não esteja aceso.

É só uma questão de tempo pra explodir. Os fósforos já estão nas mãos das massas de milhões de pessoas.

Leia Também:

-Tempo e não-tempo

-Mão de obra já era!

-O futuro da Amazônia

-O CPA de Cuiabá e Brasília

-VLT: não há o que discutir

-O saldo das queimadas

-Centro-Oeste e Amazônia

-Dante, Mauro, desafios
-Procura-se líderes
-Amadurecimento…
-Questões da ferrovia

-Índios e meio ambiente

-Silêncio mortal

Na América Latina o fogo vem se alastrando com muita rapidez. Cada país com as suas razões. Embora as ideologias tentem assumir o protagonismo, na verdade, tudo é muito maior.

Protestos na Bolívia contribuíram para a renúncia do presidente Evo Morales

As razões pelas quais os coletes amarelos lutam, não diferem muito dos jovens de Hong Kong e muito menos do Chile. Na Venezuela as razões são claras, mas em questão de tempo sairão do poder governamental pra racionalidade que já se alastrou no resto do mundo.

Então, o que há por detrás desses movimentos? Voltam no tempo. Desde o fim da segunda guerra mundial o mundo todo entrou num processo de reconstrução econômica, política e social. Chegou ao agora. Países ricos, países pobres. Países desenvolvidos, países atrasados. Justiça social nuns, injustiça noutros. Industrialização nuns, atraso nos outros. Distribuição de riqueza social nuns, pobreza distribuída noutros.

O que gostaria de registrar é que ao longo desses 64 anos o mundo construído em cima das consequências das duas grandes guerras (1914-1918 e 1939-1945), tornou-se esse mundo que ai está. Profundamente desigual e conflitado. No meio as ideologias de direita e de esquerda tentando assumir o novo protagonismo. Mas as sociedades não querem mais as ideologias que trouxeram o mundo até aqui.

O que querem as pessoas do mundo? Querem se tratadas como protagonistas da razão de se viver no planeta. Não querem ser tratadas como manadas sociais. Aí está a razão de tantas movimentações sociais no mundo na forma de protestos.

No Chile o exemplo é gritante. País equilibrado não bastou. Povo na rua em profunda discórdia. Os governos interpretam errado enxergando-se o problema único. Não são! O problema é que as pessoas querem ter direito a serviços públicos, seus impostos bem usados, novas visões do Estado, novas visões da política, da economia e da cidadania. Mais igualdades.

Com algum exagero pode-se dizer que desejam algo parecido com a anarquia.

Essa nova linguagem para a existência humana está em construção e os establishements governamentais e econômicos não perceberam. Até a equalização entre o que hoje existe e o que poderá advir. Em outras palavras: as pessoas do mundo querem viver por si mesmas!

*ONOFRE RIBEIRO  é jornalista e escritor em Mato Grosso

 CONTATO:    onofreribeiro@onofreribeiro.com.br — — — — www.onofreribeiro.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

+A -A
izmir escort izmir escort izmir escort izmir escort denizli escort antalya escort antalya escort antalya escort antalya escort ankara escort izmir escort izmir escort
scroll to top