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Zaqueu é condenado a oito anos de reclusão; cabo é perdoado e três absolvidos



Inserido em: 08/11/2019 07:41:54

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Coronéis PMs Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, do tenente-coronel Januário Batista e do cabo Gerson Corrêa Júnior, no banco dos réus

No julgamento mais emblemático da história da Justiça Militar de Mato Grosso, no episódio de escutas telefônicas ilegais conhecido nacionalmente como Grampolândia Pantaneira, o coronel Zaqueu Barbosa, da Polícia Militar, foi condenado a oito anos de reclusão. Já o cabo Gérson Corrêa Júnior recebeu o perdão do Poder Judiciário.

Os Evandro Lesco e Ronelson Barros, e o tenente-coronel Januário Batista foram absolvidos.

Quatro coronéis formam o Conselho de Sentença: Valdemir Barbosa,  Elielson Metelo, Renato Júnior e Luiz Claudio Monteiro. Eles decidiram, no julgamento presidido pelo juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara da Justiça Militar de Mato Grosso, sobre o caso da Grampolândia Pantaneira.

Responsável pela acusação, o  promotor de justiça Allan Sidney do Ó Souza, pediu a condenação de Zaqueu Barbosa a 23 anos de prisão. Já para cabo Gérson, o MP pediu 18 anos; enqunato para o coronel Lesco, Allan Sidney do Ó soliciotu condenação de cinco anos.

Contudo, o próprio pormotor de justiça solicitou a absolvição do coronel Ronelson Barros e do tenente coronel Januário Batista.

O julgamento foi iniciado nesta quarta-feira (6).  Foram dois dias de embates entre advogados e o promotor Alan do Ó de Souza, representante do Ministério Público, até se chegar às alegações finais.

Foram réus no caso os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, além do tenente-coronel Januário Batista e o cabo Gerson Luiz Correa Júnior.

Eles  foram acusados pelo Ministério Público de operarem um esquema clandestino de grampos ilegais, em Mato Grosso. Foram alvos advogados, jornalistas e políticos, inclusive a deputada estadual Janaína Riva (MDE).

Três dos cinco réus admitiram a existência do esquema e apontaram o ex-governador Pedro Taques (PSDB) como o mandante dos grampos.

Assistente de acusação

A advogada Gabriela Cyrineu compareceu nesta quinta-feira (7) ao julgamento dos cinco militares acusados de participar um esquema de escutas telefônicas ilegais na Polícia Militar, entre os anos de 2014 e 2015, representando a deputada estadual Janaina Riva (MDB), uma das vítimas dos grampos.

Janaina Riva é assistente de acusação no processo que tramita na 11ª Vara Criminal Especializada Justiça Militar, em Cuiabá, ao qual os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, do tenente-coronel Januário Batista e do cabo Gerson Corrêa Júnior, respondem por ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação.

A advogada disse que entende que os réus devem ser absolvidos dos crimes militares e que devem responder pelas interceptações ilegais.

“Absolver não significa que se queira apagar o que aconteceu. Mas nós que representamos a deputada e a sociedade. Também esperamos e confiamos que a Justiça será feita e que esses acusados serão condenados no grau de culpabilidade que tiverem”, declarou.

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