Cuiabá - MT | Terca-Feira, 03 de Agosto de 2021

O futuro da Amazônia

O  futuro da Amazônia

Desde o século 18 a Amazônia mereceu a curiosidade inicialmente e depois a cobiça de países europeus. Grandes exploradores visitaram a região. Inclui-se aí, o Coronel inglês Percy Fawcett, em busca da lendária cidade perdida de Z, cujo foco mais tarde ele desviaria para o Vale do Araguaia, em Mato Grosso.

Lendas e mais lendas se criaram no imaginário europeu. A cidade de Eldorado, a cidade das índias amazonas, a cidade perdida de Vincent Pizon, e até mesmo a busca por ruínas de civilizações antigas.

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No inconsciente coletivo europeu, essas buscas tinham um significado de tentativa de domínio do absoluto desconhecido e uma espécie de desejo de dominação da natureza na sua mais bruta forma de existir.

Por fim, neste ano a Amazônia ocupou o imaginário mundial que a enxergou na forma de uma imensa fogueira incendiada através dos desmatamentos.  O Brasil não teve capacidade de responder de imediato porque foi apanhado na surpresa de ver o seu território devassado de todas as formas.

O que resta dessa tragédia político-ambiental-econômica deste ano? Restaram algumas primeiras constatações enumeradas a seguir: 

1 –      A defesa da soberania brasileira na região

2 –      A tomada de atitude protecionista-ambiental

3 –      O endurecimento de legislações protecionistas na região

4 –      A facilitação de meios da preservação

5 –      A criação de critérios e de meios para que a preservação não seja apenas pra apagar o incêndio na opinião pública

6 –     Usar o protecionismo à região como moeda internacional de troca em pagamento dos ativos ambientais proporcionados pela Amazônia, como chuvas, oxigênio, bioespécies e garantias de vida à espécie humana, etc

7 –      Sair do reativo e ir pro ativo amazônico como um ativo econômico e financeiro do Brasil frente ao mundo. O assunto deveria sair da esfera ambiental para a esfera da diplomacia como moeda de troca internacional do Brasil com o mundo

8 –      Cobrar as universidades e das instituições de pesquisas a responsabilidade cívica de tratarem a Amazônia como um ativo político e científico nacional e não como discurso ideológico irresponsável.

No ano que vem as cobranças virão de forma muito mais agressivas se até lá o Brasil mantiver essa política pobre de reagir e de não traçar ações fortes. Nem todo mal é mal, diz a sabedoria popular.

Que a pobre Amazônia desprotegida de até 2019 seja substituída por uma Amazônia forte e inspiradora para o Brasil e para o mundo. É o mínimo que se espera.

*ONOFRE RIBEIRO  é jornalista e escritor em Mato Grosso

 CONTATO: onofreribeiro@onofreribeiro.com.br — — — — www.onofreribeiro.com.br