Cuiabá - MT | Quinta-Feira, 21 de Outubro de 2021

Mesmo sem corpo, amante e mais cinco viram réus por morte de mulher há 10 anos em Cuiabá

Mesmo sem corpo, amante e mais cinco viram réus por morte de mulher há 10 anos em Cuiabá

Seis acusados de matarem Alessandra de Alcântara Polmann, de 33 anos, em uma oficina mecânica, no Bairro Senhor dos Passos, em Cuiabá, viraram réus. A Justiça aceitou denúncia contra o amante da vítima, a mulher dele e outras quatro pessoas. A vítima desapareceu no mês de outubro de 2009 e até hoje não teve o corpo localizado.

Para o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), se os autores tiveram o cuidado de planejar cuidadosamente o crime, escondendo o cadáver, não podem ficar impunes.

“O entendimento de que somente o corpo da vítima é prova hábil a comprovar a materialidade do delito em comento é inadmissível, ultrapassada e retrógrado”, declarou.
O Poder Judiciário de Mato Grosso acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado contra Josué Pires de Camargo, ex-marido da vítima; a atual mulher dele, Rosinete de Souza, e Mamedes Gonçalves Pinheiro, Delson de Souza, Rejane Catarina Gayva e Izete Botelho Xavier.

Josué, Rosinete e Mamedes respondem a processo por homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outros crimes, associação criminosa e fraude processual. Os três estão presos desde julho.

Já os outros três, Delson, Rejane e Izete, por associação criminosa, fraude processual e falso testemunho.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do último dia 11.

Dias antes da morte, a vítima sofreu uma tentativa de homicídio praticada com pelo menos 9 facadas na oficina de Josué. Ele é apontado nas investigações como principal autor do assassinato.

Josué e a vítima mantinham um relacionamento amoroso havia cerca de um ano.

As investigações apontam que o casal teve envolvimento direto na morte e na ocultação do corpo da vítima.

Os funcionários também teriam participado e agiam para proteger os patrões.