Cuiabá - MT | Sábado, 08 de Maio de 2021

Queimadas urbanas destroem áreas verdes de Cuiabá, aumentam e piora saúde; veja fotos e vídeo

Queimadas urbanas destroem áreas verdes de Cuiabá, aumentam  e piora saúde; veja fotos e vídeo

Pelo menos 15 incêndios ou queimadas classificadas como sendo de média  ou grande proporções foram registradas, em menos de duas semanas neste mês de setembro, na Região Metropolitana de Cuiabá. A maior ocorreu na tarde desta quinta-feira (12), devastando quase três hectares, no Altos do Coxipó, Tijucal, Espigão e Jardim Passaredo – região Sul de Cuiabá.

A facilidade com que o fogo se espalha por causa da secura do mato e do vento é espantosa, sob todos os aspectos. A reportagem do Cuiabano News  obteve imagens exclusivas da queimada na região Sul da Capital de Mato Grosso, inclusive destruindo habitat de diversas espécies de animais.

Na narração, o Mr Max MC – autor do vídeo – enfatiza sua suspeita de que o incêndio tenha sido provocado propositalmente pela ação do homem. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso informou que não tem condições de assegurar, de forma inexorável, que a queimada tenha sido criminosa ou acidental.

Veja o vídeo gravado por Mr Max Mc

Recentemente, Mato Grosso tem passado por um grande período de tempo seco e altas temperaturas, o que facilitado e aumentado  a ocorrência de queimadas e incêndios.

Os malefícios trazidos pelo problema afetam não só o meio ambiente, como também a saúde do ser humano, notadamente das crianças e idosos. Na chamada Baixada Cuiabana, o inverno de 2019 foi atípico, muito quente e seco e, com isso, os focos de incêndio foram numerosos, em todas as regiões do portal do Pantanal de Mato Grosso.

“Em termos de saúde, é muito prejudicial, pois afeta o aparelho respiratório, principalmente de crianças e idosos que já têm problemas. Isso leva a um aumento pela busca por socorro, superlotando os hospitais e serviços de saúde”, observou o sargento BM Mário Souza de Oliveira, há mais de duas décadas na corporação.

Para o meio ambiente, o maior prejuízo é a perda da vegetação e de pequenos animais que vivem na área afetada. “Muitas vezes eles não têm outros locais para sobreviverem e, quando o fogo chega, acabam morrendo. Outro problema é que, sem mata, em algumas áreas, pode ocorrer que, na chuva, a terra dos locais afetados acabe indo para os rios e riachos, o que prejudica mais ainda esses espaços”, advertiu Mário Oliveira.

Historicamente, existem produtores mato-grossenses que promovem queimadas que, embora sejam em suas propriedades, a fumaça e a fagulha, muitas vezes, atingem o perímetro urbano das cidades e trazem problemas respiratórios à população, além da sujeira.

Para tentar evitar as queimadas, se torna essencial   manter o terreno limpo, com aceiros nas laterais, e que não se permita jogar restos de madeiras, papeis e outros resíduos que podem alimentar o fogo.

“As queimadas urbanas são consideradas crimes e precisam ser avisadas aos órgãos de fiscalização. Apesar de ser uma forma bem simples de ‘limpar’ o terreno, podem causar muitos danos, e alguns severos. Ligue para a Defesa Civil, para os bombeiros, peça ajuda. Seja consciente”, complementa o sargento Mário Oliveira.

A última chuva forte na Região Metropolitana de Cuiabá foi no dia 13 de maio. Desde então, houve chuvas esparsas, em algumas áreas da Capital e de municípios da Baixada Cuiabana.