Cuiabá - MT | Sexta-Feira, 30 de Julho de 2021

Para Sindifisco, Bolsonaro acertou na nomeação de auditor fiscal corrige rumos na Receita Federal

Para Sindifisco, Bolsonaro acertou na nomeação de auditor fiscal corrige rumos na Receita Federal

Marcos Cintra Secretário da Receita Federal foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

Após a exoneração de Marcos Cintra do cargo de secretário Especial da Receita, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) disse ontem (11), por meio de nota, que a indicação do auditor José de Assis Ferraz Neto para ocupar o cargo representa uma correção de rumos da instituição. Ferraz Neto foi designado para ocupar o cargo interinamente.

“O Sindifisco Nacional enxerga como salutar a renovação da alta administração da Receita Federal, como forma de oxigenação dos quadros de comando do órgão, respeitados os valores e missão que regem a instituição”, diz a nota.

Para o sindicato, o cargo deve ser ocupado por alguém da carreira da Receita Federal, como em outros órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público. “Um auditor fiscal à frente da Receita implica valiosíssimo ativo em termos de representatividade técnica, condução republicana e alinhamento às expectativas da sociedade com relação ao trabalho do órgão, especialmente em momentos críticos como o ora vivenciado. Toda a sociedade brasileira ganha ao ter um fisco federal com gestão técnica, objetiva e impessoal.

Secretário da Receita Federal, Marcos Cintra foi exonerado.

Nova CPMF…?

Cintra foi exonerado do cargo na tarde desta quarta-feira. O ex-secretário trabalhava na construção de uma proposta do governo de reforma tributária e defendia a criação de um tributo sobre movimentação financeira semelhante à antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Na nota em que anuncia a exoneração do secretário, o ministério esclarece “que não há um projeto de reforma tributária finalizado. A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”.

O ministério disse ainda que a proposta do governo “será divulgada depois do aval do ministro [da Economia] Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro”.

Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista no Palácio do Planalto.