Cuiabá - MT | Quinta-Feira, 16 de Setembro de 2021

Paysandu vai pedir anulação de jogo contra o Náutico e pode parar a Série C

Paysandu vai pedir anulação de jogo contra o Náutico e pode parar a Série C

Foto: Reprodução

O Paysandu não aceitou a eliminação nas quartas de final da Série C. Nesta segunda-feira, o presidente do clube, Ricardo Gluck Paul, se reuniu com especialistas e pedirá a impugnação (anulação) da partida contra o Náutico.

“Hoje tivemos reuniões técnicas com os especialistas do escritório que estamos contratando para dar a entrada na impugnação da partida. Amanhã (10) vai ocorrer esse momento com a CBF, onde já tenho a garantia do próprio Gaciba que ele nos receberá. Amanhã tem essa pauta política, na qual vamos cobrar explicações, entender a opinião dele sobre o que aconteceu.”, contou o presidente em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

“O pedido de impugnação vai ocorrer para o STJD. A gente tem um prazo de 48h para entrar com ele, é um expediente previsto, e a gente vai dar a entrada amanhã; Não foi um assalto, foi um latrocínio: além de nos roubar, nos matou.”, disse Ricardo.

O árbitro Leandro Vuaden viu penalidade para o time de Pernambuco em lance envolvendo dois jogadores da equipe do Pará na área – um cabeceou a bola no braço do outro. O Timbu, que pedia por 2 a 1, converteu a cobrança, igualou o placar e levou a decisão para os pênaltis, onde venceu e garantiu acesso à Série B de 2020.

Ricardo também explicou os próximos capítulos dessa história.

“O próximo passo é efetivamente protocolar o pedido de impugnação. O segundo é a procuradoria do STJD aceitar a denúncia. Em relação a esse caso, tem que ser marcado com urgência um julgamento, e aí imagino que possa dar uma cautelar para suspender pelo menos a partida entre Náutico e o vencedor de Juventude x Imperatriz. Matéria para isso, tem. Agora é buscar o entendimento dos procuradores e, mais tarde, dos auditores.”

Sobre os motivos da impugnação, o presidente também explicou: “A fundamentação principal é que a gente entende que há um erro de direito. Você tem os erros de fato e os de direito. Nos de fato, cabe a interpretação: se a pessoa teve intenção de colocar mão na bola ou não, por exemplo. O de direito é quando não cabe interpretação. Você não pode bater um pênalti com a mão, por exemplo. Não tem interpretação, é uma questão clara. Na situação que houve, não existe nenhum elemento a favor do pênalti, todos são do não-pênalti. Ali não há o que interpretar. Ele marcou o pênalti ou por desconhecimento da regra, ou por outro motivo.”

Analisando o lance, ele deixa clara sua opinião: “O árbitro foi cretino em marcar aquele pênalti. Eu nunca vi um lance tão unânime nacionalmente, todo mundo concordando que foi esdrúxulo.”

Falando sobre Leandro Vuaden, especificamente, Ricardo questionou sua escalação para a partida decisiva: “Fiquei um pouco temeroso com a escolha dele (Vuaden) para o jogo. Se você pegar os quatro jogos das quartas-de-final, apenas o nosso não teve árbitro Fifa. Isso é outra coisa que vou pedir explicação ao Gaciba. Por que não teve um dos tantos no nosso jogo? Por que não teve VAR? No momento em que clubes pediram, nós pedimos e nos comprometemos em pagar o VAR. Tem um podcast que acontece em Pernambuco, onde o Kuki, ídolo do Náutico e auxiliar técnico do clube, gaúcho, cai na gargalhada quando falam que o Vuaden iria apitar o jogo. Fala que é seu amigo de infância, estudou no colégio com ele. Não posso ser leviano porque trabalho com fatos completos.”

(ESPN)