Cuiabá - MT | Quinta-Feira, 16 de Setembro de 2021

Dados do INPE continuam mostrando Mato Grosso como líder em focos de calor

Dados do INPE continuam mostrando Mato Grosso como líder em focos de calor

Embora haja esforços redobrados das autoridades, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que Mato Grosso lidera o ranking de focos de calor, em todo país, com 18.399 registros. O Brasil registrou, neste ano, 98 mil focos de queimadas.

Ainda de acordo com relatório divulgado na sexta-feira (6), nos últimos sete dias foram registrados 1,9 mil focos no estado. No acumulado do ano os focos de calor subiram 74%, se comparado ao mesmo período do ano passado.

Somente no período proibitivo foram registrados 10.183 focos, um aumento de 104% em relação a 2018. O Inpe alerta ainda que não há previsão de que os focos de calor diminuam, pois o período de estiagem deve se estender até meados de outubro.

Fogo atinge propriedade em Rondonópolis — Foto: Lorena Segala/TVCA

Fogo atinge propriedade em Rondonópolis — Foto: Lorena Segala/TVCA

Colniza permanece como o município com o maior número de ocorrências, respondendo por 11% do total de focos desde o início do ano e por 24% no período proibitivo.

Em relação as categorias fundiárias, nos imóveis rurais cadastrados ocorreram 56% do total de focos de calor desde o início do ano.

As terras indígenas estão sendo proporcionalmente mais atingidas nas duas últimas semanas, aumentando sua parcela de ocorrência de focos de calor para 17% desde o início do ano e por 21% no período proibitivo.

Fogo em Chapada dos Guimarães — Foto: Arquivo pessoal

Fogo em Chapada dos Guimarães — Foto: Arquivo pessoal

Prorrogação

Por causa ao alto índice de queimadas no estado, o governador Mauro Mendes (DEM) assinou há uma semana um decreto que prorrogou o período de proibição de queimadas até o dia 30 de novembro. Com isso, estão suspensas todas as autorizações para desmatamentos por parte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

De acordo com o governador, os relatórios apresentados pelos órgãos de controle mostram que, apesar de 63% de área preservada, o desmate teve um aumento considerável, nos últimos anos.