Cuiabá - MT | Quinta-Feira, 29 de Julho de 2021

Supermercados de MT buscam apoio para aprovação da venda de medicamentos sem prescrição

Supermercados de MT buscam apoio para aprovação da venda de medicamentos sem prescrição

Representantes da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat) e do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga) reuniram-se nesta segunda-feira (02.09), com o deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade/MT), em Cuiabá, para apresentar pauta nacional sobre a aprovação da PL 1774/2019, que autoriza supermercados e estabelecimentos similares a comercializarem medicamentos isentos de prescrição médica (MIP’s). O texto é de autoria do deputado Glaustin Fokus (PSC/GO) e tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília.

De acordo com o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck, a venda de medicamentos isentos de prescrição nos supermercados vai facilitar para os clientes e reduzir em cerca de 35% o valor do custo atual. “Os MIP’s são produtos testados por longo tempo e oferecem o mínimo de risco à saúde”, comentou, ao destacar que é importante manter a liberdade de mercado e a livre concorrência, já que farmácias comercializam produtos vendidos em supermercados, como água, chicletes, entre outros.

Para o presidente do Sincovaga, Kassio Catena, a venda desses medicamentos nos supermercados e similares não causa prejuízo às farmácias e, sim, contribui com a população de cidades do interior. “Supermercados e varejos similares estão presentes em todos os municípios. Nos finais de semana, por exemplo, em cidades pequenas, apenas os supermercados estão abertos”, completou.

O deputado federal Dr. Leonardo ouviu as considerações do setor, concordou com as afirmações e ainda acrescentou que a venda de medicamentos sem prescrição médica nos supermercados contribui com a saúde do cidadão, pela facilidade ao adquirir.

“Vemos em alguns países que a venda dos medicamentos sem prescrição em supermercados reduz custos com tratamentos e no sistema público de saúde, pois ameniza a superlotação. Às vezes essa pessoa só precisa de um remédio para dor de cabeça, por exemplo,” disse o deputado, que ainda sugeriu dialogar com sindicatos e associações ligadas ao setor farmacêutico para demonstrar que a lei não causará prejuízo financeiro.

Os MIPs são indicados para tratamento de doenças e males menores, classificados após ampla análise pelas autoridades de saúde, não causando intoxicação ou dependência, conforme aponta estudos e, exceto pela presença do farmacêutico, farmácias e supermercados possuem as mesmas exigências de regulamentação, inclusive quanto ao transporte e armazenamento de seus produtos.

Participaram também da reunião a vice-presidente da Asmat, Gabriela Cavalcanti Silva Marsaro, o diretor Claudir Carlos Raimundi, o assessor jurídico, Hudson Schmitt, e a secretária-executiva Tatiane Sanches, todos representantes da entidade.