CUIABANO NEWS
Home Política Economia & Agro Cotidiano & Polícia Esportes Variedades Opinião & Artigos Vida & Estilo MT
Inserido em: 19/07/2019  18:18:37


TJMT pede desocupação de fazenda milionária



fazenda-Marabá.jpg

worldofmatter.net

O grupo mato-grossense liderado pelo produtor rural José Pupin voltou a ser notícia nessa semana. Depois de surpreender o mercado com o pedido de recuperação judicial, por conta de um passivo de mais de R$ 1,3 bilhão, ele acaba de ser notificado à desocupar a antiga fazenda, conforme entendimento da Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJ/MT).

Conforme a decisão proferida ontem, a fazenda está sendo explorada economicamente por meio de uma parceria agrícola firmada pelos antigos donos da propriedade rural, sendo o empresário José Pupin e sua esposa Vera Pupin e por isso foi emitida a desocupação da fazenda para imediata posse do Grupo Bom Futuro.

O imóvel em questão, a Fazenda Marabá, em Campo Verde (138 quilômetros ao sul de Cuiabá) foi vendida em leilão e arrematada pelo grupo Bom Futuro no valor de R$ 41 milhões. Essa grupo, também mato-grossense, pertence a Eraí Maggi. A Marabá sempre foi modelo para produtores e trades do Brasil e mundo, em razão do nível de organização e otimização da produção, especialmente a do algodão. Muitos importadores internacionais tinham a fazenda como referência e ela era o principal ponto de visitação no Estado, quando o foco das visitas era a cotonicultura estadual.

Desde 2015 teve início o pedido de recuperação judicial do conglomerado liderado pela José Pupin Agropecuária, mas somente em julho do ano passado houve aprovação do pedido por meio de assembleia de credores.

Em defesa do grupo, diante da decisão de desocupação para imediata posso dos novos proprietários, a assessoria jurídica do grupo emitiu nota de esclarecimento informando “que conforme plano de recuperação judicialde parceria agrícola válido e eficaz registrado, e assim, terceiro se encontra na posse do imóvel, explorando-o economicamente em atenção à legislação vigente desde meados de fevereiro de 2019. Ao que tudo indica, a Corte de Justiça não fora informada deste fato, o que faremos imediatamente”.

Pupin, que já foi presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) entre maio de 2002 a abril de 2004, sempre foi líder no segmento agropecuário de Mato Grosso, recebendo o apelido de “Rei do Algodão”. Ele estampou inúmeras reportagens sobre a pujança da produção estadual de pluma e também era personagem preferido para ‘cases’ das indústrias de máquinas agrícolas pelo alto volume de compras que costumava fazer e com certa frequência.

 

Veja nota enviada pela assessoria jurídica do grupo Pupin:

– Tomamos ciência pelos sites de notícia que o Egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, reformando decisão do Juízo da Comarca de Campo Verde-MT, determinou a reintegração de posse em parte da fazenda Marabá, especificamente no imóvel de matrícula 7084 do RGI Local.

– Informamos, por oportuno, que conforme plano de recuperação judicial, aprovado pela Assembléia Geral de Credores, fora realizado contrato de parceria agrícola válido e eficaz registrado, e assim, terceiro se encontra na posse do imóvel, explorando-o economicamente em atenção à legislação vigente desde meados de fevereiro de 2019. Ao que tudo indica, a Corte de Justiça não fora informada deste fato, o que faremos imediatamente.

– Nossos clientes esclarecem, ainda, que não se furtam ao dever de bem cumprir toda e qualquer decisão judicial colaborando com o Poder Judiciário no exercício de sua função precípua, ocorrendo, porém, que por não ter a posse direta do imóvel, apresentarão os documentos comprobatórios pertinentes ao Tribunal, contribuindo assim, para  uma decisão justa e equânime.

– É dessa maneira, com respeito às regras de direito material e processual vigentes e primando pela colaboração no cumprimento das determinações judiciais, que os citados se colocam à disposição de todos para quaisquer outros esclarecimentos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

+A -A
scroll to top