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Inserido em: 07/06/2019  08:37:27


Gigantes do bicho do Rio e de Goiás seriam sócios em operações de Arcanjo e Coutinho em MT



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Por RONALDO PACHECO e RAYANE REIS

 

Alguns dos maiores bicheiros do Rio de Janeiro e de Goiás estariam dando suporte para o funcionamento da contravenção em Mato Grosso, desde o sorteio até logística e segurança. É o que aponta a investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, sob o comando do delegado Flávio Stringueta, revelada nesta quinta-feira (6), após o depoimento do bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

Stringueta assegura  que existem fortes indícios de que a Colibri Loterias, de Arcanjo Ribeiro, teria ligações com bicheiros do Rio de Janeiro, enquando a Ello-FMC, de Frederico Müller Coutinho, estaria a serviço de comandantes do bicho do Estado de Goiás. A principal suspeita é de que o chefe de FMC seja o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em seu depoimento, João Arcanjo Ribeiro alegou inocência e jurou por tudo quanto é sagrado que não tem mais nada a ver com o crime organizado. Já  Frederico Müller se manteve em silêncio. Flávio Stringueta crê ter provas para encerrar o inquérito e denunciar ambos.

“Os sorteios dos bichos não eram feitos aqui eram no Rio de Janeiro e em Goiás, porque eles têm alguma relação próxima com eles. É de onde passam o resultado para eles”, observou o delegado.  Os sorteios da Colibri Loterias eram feitos no Rio. Já o da Ello-FMC ocorriam em Goiânia.

E é por isso que  Stringueta esperava uma confissão de Frederico Müller, que permaneceu em silêncio, como  comandante de parte  do jogo do bicho em Mato Grosso.

“Eu acredito que seja estratégia do advogado, está bem enrolado para ele então eles devem aguardar mais tempo para conseguir elaborar uma boa defesa, talvez seja isso. Há redução de pena para quem confessa. Se ele confessar e ainda fizer uma colaboração para cima, porque para baixo não serve, mas se ele fizer uma delação para pegar pessoas maiores do que ele; sim, ele pode até responder todo o processo em liberdade e nem ser apenado no final”, argumentou o titular do GCCO.

Vida pregressa

João Arcanjo Ribeiro comandou o jogo do bicho nas décadas de 1980 e 1990 em Mato Grosso, sendo chamado de comendador. Seu império ruiu em 2002, quando teria mandado assassinar o empresário Domingos Sávio Brandão Júnior, fundador do jornal Folha do Estado; e, na sequência, foi desencadeada a Operação Arca de Noé. Ele foi preso em abril de 2003, no Uruguai e passou quase 15 anos preso e teve direito à liberdade condicional, em 2017.

Filho de família tradicional de Cuiabá, Frederico Müller era um dos personagens na Operação Sodoma, que investigou concessão fraudulentas em benefícios fiscais e resultou na prisão e condenação do ex-governador Silval Barbosa e alguns ex-secretários de Estado. Müller Coutinho trocava cheques para a quadrilha de Silval.

 

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