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Inserido em: 06/06/2019  16:44:48


Policiais da DHPP investigam, desvendam mistério e prendem acusados de matar universitário  



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 Sandra Gomez com Assessoria PJC (Especial para o Cuiabano News)

Menos de oito meses depois de um crime de latrocínio: roubo seguido de morte, cercado de muito mistério, policiais da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), chefiados pela delegada Jannira Laranjeira, chegam a três suspeito de matar para roubar um jovem universitário que trabalhava dia e noite para manter seus estudos, ajudar nos sustento de sua família, pois sonhava ser alguém na vida.

Os três são acusados seriam integrantes de uma quadrilha chefiada por presos do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC)  já condenados em outros crimes, ou presos à disposição da Justiça aguardando julgamento, também em outros crimes.

Com investigações sigilosas e bem embasadas, inclusive com filmagens, policiais da DHPP chegaram na manhã desta quinta-feira (6) a três suspeitos do assassinato de um estudante de odontologia Jhonattan Willian de Oliveira Carvalho, de 22 anos, morto durante a plicação de um golpe que serviu de “arapuca” para atraí-lo até a morte.

O crime, segundo a Polícia, aconteceu em outubro de 2018, no bairro Tijucal, em Cuiabá. Também foram cumpridos quatro mandados de buscas e apreensão nas investigações conduzidas pela delegada Jannira Laranjeira. As investigações, no entanto, segundo a Polícia, ainda estão em andamento, com possibilidades de surgiram outros envolvidos no caso.

O CASO – O estudante universitário Jhonattan Carvalho, na época com 22 anos, foi  assassinado na noite do dia 06 de outubro de 2018, por volta das 20h40, após cair em um golpe de estelionato praticado por um reeducando do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

Em cumprimento de mandado de prisão temporária (30 dias) foram presos: João Eduardo Figueiredo Silva, 20 anos, Romário Gonçalves de Amorim Delgado, e  Willian Jhony Delgado de Carvalho, que já está preso e teve o mandado de prisão cumprido dentro do Centro de Ressocialização de Cuiabá, por crime de homicídio, mas as investigações apontam para latrocínio consumado.

O crime deve ser confirmado até o final do inquérito policial. Também foram realizadas buscas na unidade 1 do CRC, local onde encontra-se  recolhido Willian, resultando na apreensão de celulares, carregadores, balança de precisão, porções de drogas, chips de celular, e outros produtos.

As buscas foram realizadas com apoio do Sistema Penitenciário. Segundo a apuração, a vítima comercializava produtos pelo site OLX e nas redes sociais Facebook e aplicativo WhatsApp, para complementar sua renda e conseguir pagar sua faculdade de odontologia, além de ajudar sua família.

Foi neste contexto que o estudante foi assassinado. A equipe a da delegada Jannira Laranjeira apurou que um dia antes de ser assassinado  (05/10/2018), Jhonattan vendeu um relógio, no valor de R$ 1,2 mil, mas o pagamento foi ‘simulado’, pelo suspeito negociador, por meio de transação bancária denominada TED.

No dia seguinte, o suposto comprador marcou com a vítima, por meio de celular, para que ele fosse receber o dinheiro, em espécie. O ponto de encontro foi no bairro Tijucal, uma rua atrás do Centro de Referência e Assistência Social (Cras), no bairro Tijucal, na Capital.

Durante a investigação, a Polícia Civil tomou conhecimento por populares que antes dos disparos, a vítima foi vista discutindo com a o suspeito e logo após entraram em vias de fato. Em seguida houve os disparos de arma de fogo, que culminou na morte do universitário.

A compra do relógio havia sido negociada por Willian Jhony Delgado de Carvalho, que está preso, no Centro de Ressocialização de Cuiabá, de onde pratica vários estelionatos, principalmente, de produtos anunciados a venda na internet, utilizando a patente de um coronel da Polícia Militar para dar credibilidade, sob o nome de coronel Roni.

O reeducando, que tem condenação da justiça e responde pelos crimes de roubo, violência doméstica, estelionatos, entre outros, quando em contato com a vítima, informou que era o coronel PM Roni, e médico de plantão na cidade de Acorizal, razão pela qual não iria ao encontro da vítima para pegar o objeto adquirido. Em seu whatsapp, o reeducando usava  fotografia do Tenente-Coronel PM, Ronnie Peterson Dias da Silva, que já havia denunciando o uso de seu nome em golpes em dois boletins de ocorrências.

O suspeito/negociador (Willian Jhony Delgado de Carvalho) também tinha informado que seu filho, de nome Rafael, que iria buscar o relógio. Todavia antes de efetuar a entrega do relógio enviou à vítima, via aplicativo WhatsApp, um comprovante de TED, realizado em nome de Marcos Santos Oliveira.

A vítima acreditou ser verdadeiro e efetuou a entrega. Mas logo depois, a vítima percebeu que o dinheiro não havia caído em sua conta corrente e entra em contato novamente com o suspeito, que por volta das 19h29, passa o contato de Rafael (suposto filho), informado que ele iria levar o dinheiro a ele.

A Polícia Civil apurou que número de celular pertence a João Eduardo Figueiredo Silva, 20 anos, que ao ser interrogado afirmou ser usuário do telefone, mas negou sua participação no crime.

Ao comparecer para em local combinado para receber o dinheiro, a vítima foi roubada, conforme a apuração da DHPP, passando o crime inicialmente apurado como  homicídio a ser latrocínio.

“Outro numeral conversa com o detento Willian, antes e depois do crime, e aponta localização nas imediações do fato criminoso. Aacreditamos que teria dado apoio à ação delituosa”, disse a delegada.

Essa pessoa, segunda a delegada, foi identificada como sendo Romário Gonçalves de Amorim Delgado, que é primo de Willian Jhony. Ele confessou ser o único usuário do telefone e ser primo do suspeito do reeducando (Willian) do Centro de Ressocialização de Cuiabá, que é contumaz em crime de estelionato praticado de dentro do presídio.

 

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